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Pessoas muito sensíveis e intensas

Foto do escritor: Alexandra Martins
Alexandra Martins
11 de out.
1 min de leitura

Há pessoas que vivem tudo de forma mais profunda.

Sentem mais, pensam mais, absorvem mais e são mais afetadas pelo ambiente à sua volta.


Muitas vezes, desde cedo ouviram frases como:

  • “és demasiado sensível”;

  • “levas tudo muito a peito”;

  • “pensas demais”;

  • ou “tens de aprender a controlar-te”.


Com o tempo, algumas começam a sentir que existe algo de errado com a sua forma de sentir.

Mas sensibilidade não é fraqueza. Pessoas muito sensíveis tendem a ter uma percepção emocional mais intensa:

  • captam detalhes subtis;

  • sentem profundamente as relações;

  • são muito afetadas por tensão, conflito ou rejeição;

  • e muitas vezes vivem emoções difíceis de explicar racionalmente.


O problema surge quando esta intensidade deixa de ter espaço saudável para existir, e muitas destas pessoas vivem em esforço constante para se adaptarem, para se controlarem, para não incomodarem ou para parecerem “menos intensas”.

E esse esforço pode gerar ansiedade, exaustão emocional, culpa ou sensação de desconexão de si mesmas. Sentir profundamente pode ser difícil num mundo que valoriza rapidez, controlo e racionalização constante, mas aprender a compreender a própria sensibilidade permite deixar de a viver apenas como um peso e começar a relacionar-se com ela de forma mais consciente e equilibrada.

 
 
 

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